terça-feira, 8 de março de 2022

Mensagem para o amigo B1

Caro amigo,

Nem discordando nem contrapondo, mas concordando, especialmente, com o último parágrafo de sua mensagem (transcrito a seguir), vou tentar colocar algumas questões.

 

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“As palavras do Presidente em Moscou, “somos solidários”, e no Brasil, “nosso parceiro”, foram muito contraditórias em relação a própria diretriz de neutralidade.

Creio que foi um deslize, mas palavras em diplomacia têm muito significado.

Se não foi deslize, pode ser um “kompromat” russo, o que seria pior.”

 

Em primeiro lugar, a abordagem dos articulistas da Folha de São Paulo contra o presidente Bolsonaro espelha o absurdo (ou o inferno de Dante [em “A Divina Comédia”]? Ou o inferno de Sartre [em “Huis Clos”]?)

Em 18/Fev, foi publicado artigo no qual se constata que “Bolsonaro, o filho de Putin, devia ter sido jogado na Ucrânia em visita à Rússia.”

E também que “... Até o vovô Heleno foi para a Rússia. Deviam aproveitar e embalsamar ele junto com o Lênin! Castigo eterno!”

Em 4/Mar, foi publicado artigo que traz a seguinte assertiva: “o Kremlim é ocupado por uma camarilha que lembra a brasileira: oligarcas, nababos, larápios, maníacos, generais.”

Os dois textos são de notórios esquerdistas e contumazes adeptos de desvio de normas civilizacionais — acolhidos e estimulados pela direção de um jornal cuja linha de ação contraria os requisitos de lisura e boa fé, não importando se participante (o jornal) da oposição ou da situação.

Em segundo lugar, Bolsonaro afirmou em entrevista que “só se pronunciaria sobre a invasão da Ucrânia pela Rússia depois de ouvir o ministro das Relações Exteriores e o ministro da Defesa.”

Então, qualquer afirmação do presidente dependeria de assessoramento devido. E qualquer declaração oriunda do Itamaraty dependeria da orientação correlata e subsequente, dele!

Em terceiro lugar, a declaração de neutralidade do Bolsonaro é incorreta ou infeliz? É inconsciente ou proposital? Ele entendeu o assessoramento? Ou, de outra forma, ele tem a faculdade de entender o assessoramento? 

Eu tento responder a estas indagações. Acho que ele tem capacidade de enxergar as coisas políticas antes da grande maioria dos protagonistas do ramo. Creio que ele é extremamente perspicaz e entende com rapidez o que os assessores tentam transmitir. Contudo, só faz o que interessa para ele, da maneira que ele quer e, não raro, de forma incompreensível (e um tanto absurda), quando avaliado sob o prisma do bom senso, da razão e da lógica.

Isso explica por que a Comunicação Social é o segundo maior problema do governo que ele dirige.

Dito isso, eu enviei o artigo do Harari para alguns grupos por achar que ele coloca as questões históricas e político-estratégicas, não exatamente da forma mais correta, mas de uma maneira que poucos transmitem. Estando certo ou errado, ele suscita a faculdade de pensar.

E, também, por aquilo que todas as pessoas suficientemente alfabetizadas sabem — mas é sempre bom estar atento: a oposição age de forma grosseira, ofensiva e agressiva. Alguém deve reagir.

As quase 400 mensagens que postei na Folha de São Paulo e no Estadão (umas poucas no New York Times e no Correio Braziliense) nos últimos 3 anos tem eficácia minúscula ou nenhuma. Envio porque há um mínimo de pessoas que toma conhecimento, sendo uns poucos dos próprios jornais.

É isso aí amigo. Suas mensagens são benvindas sempre! Pensar é preciso!

Abraço fraterno,

RS

 

segunda-feira, 7 de março de 2022

Posicionamento do Brasil no conflito russo-ucraniano

O historiador judeu Yuval Noah Harari publicou na imprensa mundial — aí incluída a Folha de São Paulo — o artigo “Por que Putin já perdeu essa guerra”, versando naturalmente sobre a invasão da Ucrânia pela Rússia. 

Com argumentação convincente, ele mostra que, do ponto de vista militar, a guerra está sendo ganha pelos russos, porém do ponto de vista político e social, o heroísmo ucraniano, ao enfrentar o rolo compressor do exército invasor, conseguiu a adesão da totalidade da opinião pública e dos governos ocidentais. 

Nesse sentido, o maior argumento para a invasão da Ucrânia pela Rússia está sendo jogado por terra. A Ucrânia e o povo ucraniano existem, estão resistindo bravamente e estão recebendo o reconhecimento internacional.

Ao final do artigo, há uma sequência de perguntas e respostas, cuja autoria está indeterminada. Na resposta à última indagação, fica evidenciado que, no âmbito da ONU, a diplomacia brasileira está condenando a invasão da Ucrânia, em detrimento da orientação do presidente da República, que estaria defendendo a neutralidade. Será que algum articulista da Folha de São Paulo aproveitou o ensejo para incluir esse adendo, sem a devida identificação de autoria? 

 

Alguém precisa transmitir para o articulista que o Ministério das Relações Exteriores e seus diplomatas se posicionam na ONU de acordo com a orientação do Presidente da República, a quem são subordinados. 

A divergência sugerida entre o presidente e os diplomatas é uma falsidade, crível apenas por mentes desafortunadas pelo destino. 

Pode ser que o autor do questionário e respectivas respostas considera que os leitores têm cérebro com a consistência de fígado de sapo, assim meio parecida, a inconsistência, com a de seu próprio cérebro. 

Por óbvio, entendo ser improvável que as citadas aleivosias sobre o governo brasileiro tenham origem no talento do Sr. Harari.

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[Divulgado na Folha de São Paulo online de 7/Mar/2022]

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domingo, 6 de março de 2022

Responsabilidades do presidente da República

O articulista Bruno Boghossian publicou na Folha de São Paulo o artigo “Bolsonaro explora emergência da guerra ao reativar velhos desejos”, em que faz uma série de acusações contra o governo federal, mencionando negligência e responsabilidade do presidente da República em relação aos seguintes problemas que afetam o País: mortes por Covid; enchentes da Bahia; exploração de terras indígenas; falta de fertilizantes para a agricultura; e elevação dos preços dos combustíveis.

 

Os torcicolos ‘pseudo-intelectuais’ do articulista contribuem para o desfecho do pleito de outubro próximo. O cara só consegue expressar assertivas que satisfazem a oposição. 

Esta, por seu turno, só consegue enxergar um ex-presidiário; e só consegue se apoiar na inverdade e na defesa da distopia, aí incluída a fraude das pesquisas de opinião. 

Assim, fica fácil. O pleito de outubro deste ano será a repetição do enredo de 2018. Que venham argumentos em detrimento de ofensas.

 

Em relação às responsabilidades do presidente, faz-se mister enfatizar os seguintes fatos que contradizem o articulista:

– o Brasil teve percentual de mortos por COVID similar ao dos Estados Unidos (o que é lamentável);

– o presidente esteve na Bahia, no auge das consequências das enchentes naquele Estado, antes de ir para Santa Catarina;

– o povo brasileiro quer a exploração de terras indígenas (como neto de índio, eu também!);

– em governos anteriores, a questão dos fertilizantes jamais foi equacionada;

– poucos países enviaram avião para resgatar cidadãos refugiados da Ucrânia (a partida do avião brasileiro ocorreu em tempo razoável); e

– na atualidade, a Petrobras está dando lucro; em governos anteriores só dava prejuízo. 

Tudo muito simples!

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[Divulgado na Folha de São Paulo online de 6/Mar/2022]

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sábado, 5 de março de 2022

Integrante de comitiva presidencial em viagem ao exterior


Foi noticiado pela imprensa que o ministro Alexandre de Moraes do Supremo Tribunal Federal (STF) expediu despacho para que o Poder Executivo explique em cinco dias as condições oficiais da inclusão do vereador Carlos Bolsonaro, na comitiva da Presidência da República que cumpriu missão junto ao Presidente Bolsonaro na recente viagem à Rússia.

 

Será que, nos países democráticos, existe Ínfima Superficial Corte que determina a investigação de mandatário, futuro ex-presidiário, por transportar na aeronave presidencial, em viagem ao exterior, figura de seu círculo íntimo, sem constar da relação oficial, como determina a lei?

 

Quando, há 2500 anos, Platão escreveu o seminal livro “Apologia de Sócrates”, um de seus objetivos era evitar que, na evolução da Humanidade, houvesse magistrados que causassem vergonha aos cidadãos.

 

Quando, há 2400 anos, Aristóteles escreveu o insuperável livro “Ética a Nicômaco”, um de seus objetivos era alertar os cidadãos contra a investidura de chefe de governo que viesse a se tornar ex-honesto, ex-corrupto, ex-condenado e ex-presidiário.

 

À exceção dos dois mestres da Humanidade, não nominei pessoas e países. Será que algum paraguaio, boliviano ou qualquer latino-americano é capaz de identificar os caboclos dessa metáfora da distopia?

 

Em face da intervenção de uma cidadã de oposição — a leitora ‘Hemera’ Luci Neves, que utilizou linguagem inapropriada para ser reproduzida neste espaço — clamando por inépcia em meus garranchos de indignação, contraditei com veemência.

 

Tem gente que aprende rápido a gostar da Liberdade de proferir a Verdade. Tem gente que demora um pouco. Agora, tem gente que jamais vai aprender, pois está em um processo inicial de evolução que impede a compreensão dessas coisas simples, associadas com a decência, a boa fé, a coragem e a ética. Normalmente, indivíduos dessa facção têm grande apego pela fraude e pela violência. É preciso muito cuidado com eles.

 

Com reconhecida lucidez, um petista contraditasse meus comentários. Ele declarou: 

        “O Sr Lula é oriundo das camadas mais baixas da população e, por essa razão, ele é muito sensível às necessidades e anseios populares. Nesse sentido, ao ser eleito presidente, ele não teve alternativa senão juntar-se a empresários sem compromisso com a causa pública e com políticos sem ilibada conduta para conduzir seu governo em busca da solução dos graves problemas que afligem as dezenas de brasileiros mais necessitados. Ao término de seu produtivo governo, ele queria apenas morar em um apartamento simples e descansar em um local calmo e afastado da confusão urbana.”

 

Viram a diferença entre um ‘petista lúcido’ e a egrégia ‘Hemera’ Luci Neves? 

Abissal! Meia linha, meia dúzia de adjetivos e ... Entre os paradigmas Liberdade, Verdade, Coragem e Ética ‘Hemera’ tem uma enorme coragem, isto é, a coragem de expor seu talento, qualificação, resiliência, sabedoria e outros atributos que a tornam um ser humano magnífico e capaz de ter a opção e a vocação para a vanguarda. 

Vanguarda de que cara pálida?

 

Notas.

[1] O chamado "petista lúcido" é uma simulação que formulei sobre os respectivos cidadãos, com o objetivo de mostrar a diferença entre as artes de argumentar e ofender. Em realidade, é difícil encontrar naquela facção alguém que possa satisfazer aos atributos e paradigmas requeridos em qualquer comunidade civilizada.

[2] ‘Hemera’, oriunda da mitologia grega, tem uma grande beleza e é considerada uma deusa da persuasão e da mentira. Ela era filha de Nix (a noite) com Érebro (as trevas). 

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[Divulgado na Folha de São Paulo online de 5/Mar/2022]

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Sistemas eleitorais com urnas eletrônicas


O ex-secretário do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Giuseppe Janino, considerado o ‘pai da urna eletrônica’, declarou que ‘hackers’ jamais conseguirão acessá-la. É desconcertante, para não dizer ridículo, alguém com a responsabilidade desse cidadão fazer uma afirmação dessa.

 

Os sistemas computacionais dos maiores bancos do mundo e dos serviços de inteligência dos países mais desenvolvidos são susceptíveis de acesso por meliantes. Somente os sistemas eleitorais das urnas eletrônicas brasileiras são inacessíveis. Tamanha idiotice só é propalada e aceita por egrégios malfeitores. Como encarar tal estupidez?

 

Quem tem um mínimo de conhecimento do tema, sabe que não é a urna eletrônica apenas. A questão é todo o processo de votação, transmissão e contabilização de dados. Há várias possibilidades de fraudes. É por essa razão que dentre mais de 40 países que usam urna eletrônica, apenas Brasil, Butão e Bangladesh (por causa de cidadãos bestalhões e de má fé) utilizam o sistema sem voto auditável. Diria um velho e sábio professor: “até um símio, se bem treinado, é capaz de observar, entender e inferir”.

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[Divulgado na Folha de São Paulo online de 5/Mar/2022] 

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sexta-feira, 4 de março de 2022

Camarilha de adePTos

Um articulista da Folha de São Paulo, notório esquerdista e contumaz adepto de desvio das normas civilizacionais, publicou artigo em que, entre outras assertivas sórdidas, afirma que “o Kremlim é ocupado por uma camarilha que lembra a brasileira: oligarcas, nababos, larápios, maníacos, generais.”

A rigor, esse crápula tentou alinhavar a metáfora do que se passa com sua grei — isso para ser cuidadoso e não utilizar a expressão mais consentânea, isto é, ‘com sua facção criminosa’.

 

Por óbvio, as cadeiras de alguns órgãos de comunicação social são ocupadas por uma camarilha de ‘pseudo-intelectuais’ formadores de opinião que lembra uma amostra do universo dos meliantes brasileiros: 

– adePTos de ex-presidiário;

– militantes treinados em Cuba e na China;

– donos de empreiteiras escroques;

– gerentes e diretores de estatais larápios;

– tesoureiros e presidentes de partido cleptocrata (esse atributo resulta da declaração pública de um ministro de alta corte); e

– ex-corrupto em regeneração (o qual devolveu voluntariamente centenas de milhões auferidos em corrupção).

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[Divulgado na Folha de São Paulo online de 4/Mar/2022] 

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quarta-feira, 2 de março de 2022

O PT e a ausência de limite moral


Como é de conhecimento público, na véspera do julgamento do ex-presidente Lula pelo STF, o Comandante do Exército, General Villas Bôas, publicou em seu ‘twitter’ a seguinte mensagem: 

“O Exército Brasileiro julga compartilhar o anseio de todos os cidadãos de bem de repúdio à impunidade e de respeito à Constituição.”

Evidentemente, os cidadãos que são contra a impunidade e a favor dos ditames constitucionais, concordam inteiramente com o comentário do General Villas Bôas, não importando o contexto em que tenha sido formulado. Por óbvio, todos os demais — que são favoráveis à impunidade e insensíveis às normas da Carta Magna — tendem a considerá-lo inoportuno e inaceitável.

De forma extemporânea, o Partido dos Trabalhadores publicou uma história em quadrinhos em que retrata o General Villas Bôas, por intermédio de uma figura, com o aparato requerido pela doença que o aflige, a esclerose lateral amiotrófica (ELA).

 

O que esperar de uma facção, a respeito da qual o ministro Gilmar Mendes, do STF, declarou:

        "... Infelizmente para eles, e felizmente para o Brasil, deu errado. Isso revelou que nós estamos nesse caos por causa desse método de governança corruPTo? Nós temos hoje, como método de governança, um modelo clePTocrata." 

Da fala desse ministro da Suprema Corte, pode-se inferir que ele está se referindo a integrantes de uma facção criminosa. 

Portanto, eles são capazes de fazer qualquer coisa, inclusive a que denota "a absoluta falta de sentimento humanitário, a ausência de qualquer limite moral", conforme declarou o ex-ministro Sérgio.

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[Divulgado no Estadão online de 2/Mar/2022]

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Problemas brasileiros cruciais

Diante da análise cuidadosa da atual conjuntura, formulada por um fraterno companheiro, com ênfase para as notícias eivadas de falsidade ou ...