Caro amigo,
Nem discordando nem contrapondo, mas concordando, especialmente, com o último parágrafo de sua mensagem (transcrito a seguir), vou tentar colocar algumas questões.
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“As palavras do Presidente em Moscou, “somos solidários”, e no Brasil, “nosso parceiro”, foram muito contraditórias em relação a própria diretriz de neutralidade.
Creio que foi um deslize, mas palavras em diplomacia têm muito significado.
Se não foi deslize, pode ser um “kompromat” russo, o que seria pior.”
Em primeiro lugar, a abordagem dos articulistas da Folha de São Paulo contra o presidente Bolsonaro espelha o absurdo (ou o inferno de Dante [em “A Divina Comédia”]? Ou o inferno de Sartre [em “Huis Clos”]?)
Em 18/Fev, foi publicado artigo no qual se constata que “Bolsonaro, o filho de Putin, devia ter sido jogado na Ucrânia em visita à Rússia.”
E também que “... Até o vovô Heleno foi para a Rússia. Deviam aproveitar e embalsamar ele junto com o Lênin! Castigo eterno!”
Em 4/Mar, foi publicado artigo que traz a seguinte assertiva: “o Kremlim é ocupado por uma camarilha que lembra a brasileira: oligarcas, nababos, larápios, maníacos, generais.”
Os dois textos são de notórios esquerdistas e contumazes adeptos de desvio de normas civilizacionais — acolhidos e estimulados pela direção de um jornal cuja linha de ação contraria os requisitos de lisura e boa fé, não importando se participante (o jornal) da oposição ou da situação.
Em segundo lugar, Bolsonaro afirmou em entrevista que “só se pronunciaria sobre a invasão da Ucrânia pela Rússia depois de ouvir o ministro das Relações Exteriores e o ministro da Defesa.”
Então, qualquer afirmação do presidente dependeria de assessoramento devido. E qualquer declaração oriunda do Itamaraty dependeria da orientação correlata e subsequente, dele!
Em terceiro lugar, a declaração de neutralidade do Bolsonaro é incorreta ou infeliz? É inconsciente ou proposital? Ele entendeu o assessoramento? Ou, de outra forma, ele tem a faculdade de entender o assessoramento?
Eu tento responder a estas indagações. Acho que ele tem capacidade de enxergar as coisas políticas antes da grande maioria dos protagonistas do ramo. Creio que ele é extremamente perspicaz e entende com rapidez o que os assessores tentam transmitir. Contudo, só faz o que interessa para ele, da maneira que ele quer e, não raro, de forma incompreensível (e um tanto absurda), quando avaliado sob o prisma do bom senso, da razão e da lógica.
Isso explica por que a Comunicação Social é o segundo maior problema do governo que ele dirige.
Dito isso, eu enviei o artigo do Harari para alguns grupos por achar que ele coloca as questões históricas e político-estratégicas, não exatamente da forma mais correta, mas de uma maneira que poucos transmitem. Estando certo ou errado, ele suscita a faculdade de pensar.
E, também, por aquilo que todas as pessoas suficientemente alfabetizadas sabem — mas é sempre bom estar atento: a oposição age de forma grosseira, ofensiva e agressiva. Alguém deve reagir.
As quase 400 mensagens que postei na Folha de São Paulo e no Estadão (umas poucas no New York Times e no Correio Braziliense) nos últimos 3 anos tem eficácia minúscula ou nenhuma. Envio porque há um mínimo de pessoas que toma conhecimento, sendo uns poucos dos próprios jornais.
É isso aí amigo. Suas mensagens são benvindas sempre! Pensar é preciso!
Abraço fraterno,
RS
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