quinta-feira, 17 de fevereiro de 2022

O Sr. Moro e a independência para a PF

Na ânsia de poder que o motiva, o ex-juiz Sérgio Moro, na condição de pré-candidato a presidência da República, proclamou que pretende propor a independência funcional do diretor-geral da Polícia Federal. 

Não custa lembrar que o ex-presidente Lula, também pré-candidato, foi solto depois de ter sido condenado no maior escândalo de corrupção da história do Brasil. Entretanto, o ex-condenado foi libertado da prisão pela Suprema Corte por falhas associadas com tecnicalidades jurídicas, cometidas pelo Sr. Moro, como magistrado da Justiça Federal do Paraná, por ocasião do julgamento e condenação do ex-presidente naquela instância judicial.

O Sr. Moro aceitou o convite para ser ministro da Justiça do governo Bolsonaro e, por isso, renunciou à condição de juiz; omitiu-se nos casos em que houve excesso de governadores em ações que feriram liberdades individuais; deixou o ministério, fazendo acusações contra o governo que o acolheu — em episódio típico de traição no meio político, algo sem precedentes entre aqueles que primam pela decência; e agora prossegue em sua sanha por atingir o mais elevado cargo da República, algo que sua estatura deixa muito a desejar.

 

Qual é o objetivo do Sr. Moro? A indagação essencial é saber se ele quer dar independência para a PF visando evitar que juízes desqualificados prendam corruptos contumazes com acusações fundamentadas de forma indigente e depois a corte compromissada com a impunidade decrete a liberdade? É isso que ele quer?

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[Divulgado na Folha de São Paulo online de 17/Fev/2022]

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terça-feira, 15 de fevereiro de 2022

Frente ampla petista e programa de governo

Foi divulgada uma sequência de possibilidades favoráveis à pré-candidatura do ex-presidente Lula. Entre elas, podem ser citadas: 

– neutralização das resistências ao nome de Geraldo Alckmin como vice; 

– aproximação com líderes históricos do PSDB, como Aloysio Nunes, FHC e Tasso Jereissati; 

– apoio ao PT, em alguns estados, de partidos da base de Bolsonaro;

– adesão de líderes do PMDB, como Renan Calheiros (por óbvio, o passado de corrupção recomenda sua adesão ao PT); 

– possível associação com o vacilante PSD, de Gilberto Kassab; e 

– voto útil em Minas Gerais de aliados do governador Romeu Zema, do partido Novo.

Espera-se que os cidadãos brasileiros jamais ignorem os fatos históricos. Estes só são apagados nos mais hediondos autoritarismos que vicejam no mundo.

 

O plano de governo do ex-presidiário (libertado pela justiça, porém não inocentado, dado que os crimes cometidos estão amplamente documentados) pode incluir: 

– devolução dos 290 milhões para o Barusco, valor oriundo da corrupção, que ele mantinha em bancos estrangeiros e que, voluntariamente, decidiu sacar e entregar para a Justiça;

– devolução para as empreiteiras dos bilhões também oriundos da corrupção, que a Justiça delas retirou na Operação Lava Jato;

– recompra do triplex e do sítio que as empreiteiras financiaram, reformaram e ampliaram, para utilização pelo ex-presidiário, caso ele não tivesse sido pego com as garras na corrupção; 

– renomeação dos diretores da Petrobras que foram demitidos por terem causado bilhões de prejuízos para essa petrolífera;

– prosseguimento dos contratos das refinarias Abreu de Lima e outras, sem fazer as respectivas obras; e

– reinício dos empréstimos do BNDES para as ditaduras hediondas, inclusive aquele cuja garantia, em caso de não pagamento, foi o fornecimento de charutos.

 

Inicialmente, um extrato deste texto foi suprimido do respectivo campo na Folha de São Paulo, onde foi postado.

 

O moderador suprimiu o comentário que postei. 

Moderador ou censurador? 

Profissional qualificado ou peão? 

Coveiro da mídia impressa ou intérprete do desespero? 

Consciente do que faz ou pau-mandado? 

Se desse uma passada no templo de Apolo — em Delfos, onde, na antiguidade, mandatários e intelectuais gregos (como, por exemplo, Sócrates) iam consultar o oráculo — teria grandeza para exercer um papel desse? 

“Só sei que nada sei!” Apenas questiono!

 

Depois que eu postei outro comentário, refletindo minha indignação, o comentário anterior reapareceu. Ação proposital ou acaso?

 

Um interlocutor contradisse-me afirmando que meus argumentos constituíam delírio sem sentido. Contra-ataquei!

 

Jung e Freud se contorceriam no túmulo e não conseguiriam explicar a desfaçatez de humanos considerarem que verdade é delírio. Porém, se descabelariam por não conseguirem diagnóstico e sugestão para remediar o que é rigorosamente incurável e, às vezes, contagioso.

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[Divulgado na Folha de São Paulo online em 15/Fev/2022]

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domingo, 13 de fevereiro de 2022

A ameaça dos indigentes

Como habitual, a mídia continua tratando o governo Bolsonaro sob o viés falso. Nesse sentido, é oportuno considerar o artigo divulgado por um jornal tipicamente opositor — o que por si só, é uma anomalia: a imprensa pode discordar, aliás deve discordar, quando necessário; porém o exercício puro e simples de oposição não é papel dos órgãos de comunicação social.

O texto é pleno de expressões como: maioria negativa que elegeu Bolsonaro; minoria cacofônica parlamentar que o apoia; incompetência, inépcia e falta de competitividade eleitoral; personagem carcomido, bem como ditador-em-chefe; e outras asserções que são associadas com Bolsonaro. 

Sem dar nome, para evitar a exposição pretendida, é importante caracterizar o autor da matéria.

 

O cara é ex-professor do MIT. É ‘ex’ pela demonstração de indigência? 

De qualquer sorte, felizes são os integrantes daquele instituto: livraram-se de quem não tem qualificação para estar lá — sorte deles. Para nós, um grande azar: bem que ele poderia ter ido para outras bandas. 

Ora, veio para cá fazer parte da súcia que atazana a vida dos brasileiros e contribui para a distopia das próximas gerações. Acabar com a corrupção atinge os adePTos e os desagrada.

 

Um interlocutor discordou e caracterizou meu posicionamento como produto de fanatismo e demonstração de ignorância e ódio. Não é bem assim.

 

A dor da verdade e do descompromisso com a liberdade é forte, continuada, interminável e humilhante. Na dor, os PTralhas defensores de corruPTos se expõem. Vamos colocar de forma simples (se precisar separo as sílabas e até soletro): o Nordeste com água, rodovias, ferrovias e corrupção zero vai fazer a diferença e impulsionar o Brasil para a vanguarda. As próximas gerações plenas de reconhecimento agradecerão. E entenderão que a busca da paz e harmonia, amparada pela democracia vence sempre.

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[Divulgado pela Folha de São Paulo online de 13/Fev/2022]

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sábado, 12 de fevereiro de 2022

Conspiração eleitoral e vitória


A campanha contra o presidente Bolsonaro envolve a oposição política, o que é legítimo; perpassa o meio intelectual, uma parcela do empresariado e, salvo umas poucas exceções, a mídia. Além disso, estende-se pelo campo jurídico — neste caso, algo impróprio, inadequado e absolutamente inaceitável em uma democracia. 

Nesse contexto, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) tem agido como uma facção política de oposição, impedindo que a auditagem do processo eleitoral das urnas eletrônicas seja adotada; e divulgando declarações contra o poder Executivo. 

Por último, o TSE tem tentado envolver integrantes do Exército, como forma de atribuir credibilidade a seu processo de coordenação e apuração do pleito presidencial. Ocorre que os técnicos militares solicitaram uma série de esclarecimentos sobre as urnas eletrônicas que, até o presente momento, não foram respondidos. Um notório jornal formador de Fake News divulgou que o presidente da República chamou “o Exército para sua conspiração eleitoral.”

Até que ponto, os cidadãos aceitarão conviver com esse estado de coisas?

 

No atinente ao pleito de outubro de 2022, só há duas possibilidades de o presidente Bolsonaro perder a reeleição: mal funcionamento das urnas ou violência similar a que foi perpetrada pelo Adélio Bispo em Juiz de Fora em 2018. Fora disso não há preocupação.

Daí resulta o desespero da oposição. As ofensas, agressões e falsidades tornam-se habituais e cada vez mais agressivas.

Qual é o fator desestabilizador da súcia oponente? O Nordeste. Com água, rodovias, ferrovias e corrupção zero, a candidatura do presidente se torna imbatível. Trata-se de um fim melancólico de seu maior oponente, o ex-presidiário Lula. Libertado pelo STF, porém, jamais inocentado.

 

Por essa razão, esse meliante não pode sair às ruas, não pode ir a restaurante e não pode caminhar em aeroporto. Ora, dessa maneira, o desenlace é previsível, fácil e inquestionável. E não há risco de o Barusco receber de volta os 290 milhões; nem as empreiteiras recuperarem os bilhões que a justiça tomou; nem de haver a recompra do triplex e do sítio — para citar apenas alguns dentre os crimes do governo petista de 2003 a 2016. Os adePTos sentem-se humilhados e desesperados com isso; e surtam, ofendem e agridem. 

Os rumos do País nos 20 anos subsequentes — e por extensão, as gerações que substituirão as atuais — estarão condicionados ao resultado da eleição presidencial de outubro de 2022. Impedir que facções distópicas assumam o poder é essencial! 

 

Vários leitores postaram comentários agressivos relativos ao texto que divulguei, sobre o tema em tela, na Folha de São Paulo online. A leitora Cecília Rangel postou se contrapôs de forma contundente, porém, com linguagem aceitável. Repliquei.

 

Senhora Cecília, como padroeira, a senhora fala por música. Ademais, com talento, a senhora conseguiu produzir ideias, o que vários adePTos não conseguem neste espaço. Sua proposição corresponde a um tempo que não voltará. 

Entendo que Jung e Freud aplaudiriam a senhora por diagnosticar a distopia resultante da ação dos corruPTos, ‘abjePTos’ e ‘PTifes’. Mas os dois sábios estão se contorcendo pela certeza de que a doença dos adePTos é incurável e, às vezes, contagiosa. 

Aguardo a próxima agressão.

 

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[Divulgado na Folha de São Paulo de 12/Fev/2022]

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sexta-feira, 11 de fevereiro de 2022

Intolerância com o autoritarismo

Os embates políticos da atual conjuntura, baseada na comunicação muito influenciada pelas redes sociais, têm levado formadores de opinião e cidadãos comuns a atribuir aos oponentes a pecha de autoritário e, em casos extremos, de nazista ou fascista.

Há dois casos recentes que ilustram esses tempos complexos. O primeiro foi o gesto de um cidadão que ao ajeitar a lapela do terno em uma audiência na Câmara dos Deputados foi fotografado e a sua atitude foi considerada um caso típico de apologia ao nazismo. O outro refere-se ao jornalista da TV Jovem Pan que, ao se despedir dos telespectadores, levantou a mão aberta apontada para cima, dando ‘tchau’, o que levou a sua demissão e à condenação por ter feito gesto supostamente nazista.

 

De fato — e concordando com a tendência majoritária —, a sociedade tem que "ser intolerante com os nazistas" porque eles dizimaram cerca de 6 milhões de seres humanos. Ademais, foram derrotados com a ajuda de brasileiros, sendo que 460 heróis nossos se sacrificaram no campo de batalha na Itália para vencê-los.

Similarmente, a sociedade tem que "ser intolerante com os comunistas", que assassinaram 100 milhões de seres humanos no mundo; e foram rechaçados duas vezes no Brasil, com o sacrifício de 120 heróis que perderam a vida na luta contra os próprios conterrâneos que queriam implantar aqui esse regime assassino e hediondo.

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[Divulgado no Estadão de 11/Fev/2022]

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Vaticínios de Natal

Para cumprir a missão de oráculo, é preciso decolar em direção ao futuro. Depois de partir de ultraleve, estamos chegando ao momento do pouso, que ocorrerá hoje, nesta manhã de 25 de dezembro de 2022. Olhar o mundo do alto favorece a possibilidade de vaticinar. Ademais, a passagem em 2000 pelas ruínas de Delfos facilita a arte da previsão. Os profetas de Delfos vaticinavam os cenários que os deuses queriam que prevalecessem. Eu, reles e limitado mortal, vaticino aquilo que uma parcela de cidadãos acha conveniente para a maioria da espécie. Estes vaticínios abrangem as seguintes esferas de protagonismo humano:  

     - a Copa do Mundo;

     - a pandemia do coronavírus;

     - a crise ucraniana;

     - a eleição presidencial de outubro de 2022; 

     - a endemia dos adeptos do petismo e similares; e

     - as manifestações no Canadá. 

Todo vaticínio decorre da arte de previsão de cenário. Forçoso é admitir que cenário é uma entidade probabilística e, como tal — formulados os cenários extremos e o cenário ideal — garantia não há de que ocorra qualquer deles, contudo a realidade poderá estar enquadrada no interior dos limites do que for configurado.

[1] 

Em 18 de dezembro de 2022, a desacreditada seleção brasileira de futebol confirmou a surpreendente participação na Copa do Mundo do Qatar e venceu com soberbos méritos a disputa pelo terceiro lugar, goleando a equipe adversária pelo placar de 4 x 1 — o mesmo da saudosa final da Copa do Mundo do México, em 1970. 

Eu que me considero um apreciador fanático de futebol — contrariando muitos e julgando de forma ilógica o que não tem lógica — apostei, anteriormente, que seríamos campeões do mundo. Dessa vez, não deu! Mas, a insatisfação está compensada pela boa participação ao longo do torneio.

[2] 

Outro assunto candente é a pandemia do coronavirus que aterrorizou o mundo nos últimos três anos. Por volta de julho deste ano de 2022, os efeitos terríveis da conjuntura pandêmica estavam reduzidos e a Organização Mundial de Saúde (OMS) divulgou que — pela queda de número de infectados e, sobretudo, pela redução da quantidade de mortos por Covid-19 —, a pandemia estava superada, ingressando o mundo na condição de endemia. Pois bem, por volta do início deste mês de dezembro outra evolução otimista ocorreu. Com a redução de infectados e mortos para números condizentes, a OMS publicou um novo documento em que encerrava o caráter endêmico da moléstia. 

Doravante, os cuidados pessoais e higiênicos preventivos deverão ser mantidos, pois a moléstia continuará perturbando os humanos, de forma controlada, com medicamentos consagrados de prevenção (as vacinas) e de cura (os novos medicamentos apresentados pelas “biofármacas”). A humanidade respira, pois, aliviada.

[3] 

Passemos agora à crise ucraniana. Em janeiro do corrente ano, o presidente russo Vladimir Putin concentrou tropas e equipamentos militares na fronteira russo-ucraniana e divulgou para a comunidade internacional a ameaça de invadir aquele país. O mandatário russo tinha três grandes objetivos estratégicos. Eles são caracterizados a seguir.

O primeiro objetivo era a reafirmação da liderança perante os cidadãos russos, que ainda não tinham vencido os constrangimentos e decepções sofridos desde o esfacelamento da União Soviética. Nesse sentido, o líder Putin passou a representar a esperança de recuperação pelo menos de parcela do poder e prestígio anteriores — “falar grosso” com o mundo era uma forma de potencializar sua grandeza perante seus compatriotas.

O segundo objetivo era a retirada das forças da Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN) estacionadas nas fronteiras da Europa Ocidental com a Rússia (não é demais lembrar que, na década de 1960, Nikita Kruschev colocou mísseis nucleares em Cuba, ameaçando os Estados Unidos de forma extremamente agressiva. Nas tensas negociações que se seguiram, em troca da retirada dos mísseis soviéticos de Cuba, o Kruschev obteve do presidente americano John Kennedy, a retirada das forças americanas e respectivas armas, da Turquia).

E o terceiro objetivo era a renúncia da Ucrânia ao ingresso na OTAN e na União Europeia (UE). A Ucrânia sempre foi associada à Rússia. Fez parte da extinta União Soviética. Em caso de conflito — ou por medida de segurança preventiva — constitui um obstáculo às forças ocidentais que porventura queiram invadir o território russo pelo sul. É um dos caminhos naturais do gás russo exportado para o Ocidente. Então, admitir que a Ucrânia saia da esfera diplomática, econômica, política e militar russa é impensável e inaceitável para Putin.

A crise ucraniana, que chegou a momentos dramáticos a partir do primeiro trimestre deste ano, foi, neste mês de dezembro, controlada por meio da diplomacia. Os americanos e europeus concordaram com uma redução de forças da OTAN na fronteira russa e reafirmaram a concordância com a soberania completa da Rússia sobre a Crimeia. Putin determinou a retirada de uma metade das forças que estavam estacionadas na fronteira ucraniana. E, por último, a adesão da Ucrânia à OTAN e à UE foi postergada e dificultada.

 

 

Vaticínio sobre a crise russo-ucraniana

O Vaticínio de Natal — um exercício de ironia formulado para o próximo dia 25 de dezembro — dava conta de que, com a probabilidade de 60%, não haveria a invasão da Ucrânia pela Rússia; e que a crise seria resolvida por meios diplomáticos e econômicos.

Conforme o acompanhamento mostra, a previsão sobre a crise russo-ucraniana falhou. Prevaleceu a probabilidade de 40% presumida para a ocorrência da invasão. Senão vejamos!

 

Avaliação A1 – 12/02/2022

 

Esse vaticínio foi formulado dois dias atrás, isto é, no dia 10/02/2022.

Hoje, a imprensa mundial divulgou que a Rússia estava prestes a invadir a Ucrânia. Provavelmente, isso ocorreria na próxima 4ª feira, dia 16/02/2022.

O acompanhamento continuará. 

Como ao final deste texto, atribuí a probabilidade dos vaticínios em torno de 60%, se a possível invasão divulgada pela imprensa se confirmar, ela terá ocorrido à luz da probabilidade de 40%, o que não torna o vaticínio exatamente desastroso.

 

Avaliação A2 – 16/02/2022

 

Digno de registro: o presidente Bolsonaro encerrou ontem uma contestada visita à Rússia.

Já o presidente Putin declarou que estaria retirando parcela das forças militares na fronteira russo-ucraniana. Isso favorece o vaticínio formulado.

Um pouco depois do anúncio de Putin, foi divulgado que forças rebeldes teriam atuado contra os militares ucranianos e em favor da Rússia.

É crucial o acompanhamento e avaliação.

 

Avaliação A3 – 21/02/2022

 

O presidente russo, Vladimir Putin, reconheceu publicamente a independência de Donetsk e Lhuansk, duas regiões no leste da Ucrânia controlada por separatistas apoiados por Moscou.

Seria essa ação o prenúncio de uma iminente invasão da Ucrânia pelas tropas russas (mais de 130.000 soldados) estacionadas na fronteira russo-ucraniana?

 

Avaliação A4 – 24/02/2022

 

O Vaticínio de Natal sobre a crise russo-ucraniano falhou. As pitonisas de Delfos estão em estado de depressão.

Os militares russos lançaram um ataque multifacetado a cidades em toda a Ucrânia na manhã de quinta-feira (24/02/2022), desafiando meses de esforços diplomáticos dos EUA e seus aliados para impedir a invasão e desencadeando a maior crise militar no continente europeu desde a Guerra Fria. 

O presidente dos EUA, Joe Biden, denunciou os ataques como “não provocados e injustificados” e disse: “O mundo responsabilizará a Rússia”.

 

Postei na Folha de São Paulo e no Estadão o seguinte comentário:

           “A fraqueza dos líderes europeus e americano está permitindo que Putin resolva questões históricas na Ucrânia (não se pode esquecer Holodomor e os 6 milhões de ucranianos assassinados de fome pela turma de Stalin), legítimas ou não, bem como o cerco da Rússia pela OTAN. Ele jamais faria isso com Reagan e Thatcher. Quem vai ganhar? E perder? E o Brasil nessa história, vai ganhar alguma coisa dos russos? Vai manter a exportação global de alimentos? Será que não bastava o SarsCov2?

 

 

[4] 

No que concerne à eleição presidencial brasileira de outubro de 2022, antes de rememorar o vencedor, há a considerar uma gama ampla de aspectos condicionantes. Com o advento da revolução tecnológica, com ênfase para as transformações da telemática e cibernética — e o magistral impacto nas comunicações — o mundo mudou e a interação entre homens públicos e os demais cidadãos foi impactado de forma inquietante. Porém, alguns políticos, “scholars” e outros analistas continuaram inadvertida ou convenientemente estacionados no passado.

A descoberta anterior da corrupção e a punição de poderosos (alguns preferem achar que foi uma “quase punição”) foi arrasadora. A libertação de malfeitores, inclusive e especialmente de um candidato à presidência, gerou inconformismo e indignação. 

A atuação do Sr. Jair Bolsonaro, que — mesmo sendo considerado mal-educado, grosso e desagradável, e difere dos demais por aparentar ser mais verdadeiro, espontâneo e similar ao cidadão comum — deu uma contribuição para a mudança de padrões de compreensão e avaliação. 

A gestão pública libertada da corrupção e os êxitos inquestionáveis do governo na infraestrutura, na agricultura e no desenvolvimento regional, com foco prioritário na região nordeste, trouxe a expectativa de que governar não é mentir nem enganar nem falsear o compromisso com os interesses coletivos. 

A insistência com que os opositores do governo federal continuaram acusando o presidente da República, com a abordagem enganosa de caracterizá-lo como genocida, racista, homofóbico, machista, negacionista, “antiambientalista” e outros adjetivos, transmitiu a impressão para uma grande parcela da opinião pública de que havia uma enorme falsidade na narrativa; e — atenção! — mascarou os verdadeiros pontos fracos do governo.

A oposição sistemática e recorrente, da mídia e do poder judiciário, ao presidente da República mostrou-se desarrazoada, inconveniente e até inaceitável. A teimosia dos formadores de opinião de ignorar as circunstâncias impactantes e prosseguir na avaliação da conjuntura pelos paradigmas antigos explicam o resultado das eleições de outubro de 2022.

As tentativas fracassadas da oposição de utilizar a fraude e a violência — com grande similaridade ao que ocorrera em 2018 — formaram o corolário de tudo o que ora é especificado e determinou o rumo político do Brasil nos próximos 4 anos.

Pois bem, contrariando a maioria das pesquisas de opinião, o Sr. Jair Bolsonaro foi o primeiro colocado no 1º turno, com larga margem de vantagem para o segundo colocado, o ex-honesto, ex-corrupto, ex-condenado e ex-presidiário, Sr. Luís Lula da Silva. Ambos foram para o 2º turno e a vitória coube ao Sr. Jair Bolsonaro. Foi surpreendente para todos que se recusaram admitir as transformações da conjuntura política, moral, social e econômica em curso no Brasil e no mundo. Para a maioria dos cidadãos foi uma consequência natural dos condicionantes ora apresentados.

[5] 

Resta agora refletir sobre a endemia dos cidadãos adeptos do PT e similares. Quais são os indicadores da moléstia que aflige essa parcela de cidadãos brasileiros, que apoia cegamente o ex-presidiário derrotado na eleição presidencial? 

Os petistas e seus correligionários têm consciência de que o petismo brasileiro é alicerçado na fraude e na corrupção, como bem demonstraram, no passado, as interações dos próceres do partido com empresários, líderes de estatais e outros personagens corruptos. Para eles, dúvidas não há de que as centenas de milhões devolvidos voluntariamente pelo gerente Barusco; os vários bilhões recuperados no meio empresarial pela Justiça Federal; a tentativa frustrada de compra do tríplex do Guarujá e do sítio de Atibaia e outros comprovados malfeitos geram um conflito psicológico terrível, dado que dúvida não há de que essas coisas são sórdidas, mas eles manifestam satisfação e prazer na dor e humilhação resultantes da expressa preferência por essa atuação institucional.

Eles são apoiadores dos regimes da Venezuela, de Cuba e similares e sofrem do paradoxo colossal de gostar de regimes que suprimem a liberdade, conspurcam a verdade, empobrecem as estruturas econômicas e causam fome, doenças e fuga em massa para outros países.

Eles não desconhecem que, independentemente de falhas que existiram, a atuação do governo Federal no período de 2019 a 2022 configurou transformações impensáveis no Brasil e, especialmente, no Nordeste — região para onde, no passado, foram carreados montantes extraordinários de recursos, que se perderam na corrupção e na indigência profissional. Nessa questão, o transtorno decorre do ódio acumulado contra os benefícios, vantagens e mudanças que o atual governo Federal levou para aquela região, sobretudo para o extrato mais desfavorecido da sociedade nordestina. 

Como gostar do que é hediondo e odiar o que é virtuoso para o ser humano? Nos exemplos citados, há um masoquismo e uma distopia subjetiva inegáveis de parte dos petistas, com a agravante de que, na maioria dos casos, é incurável. Ademais, na recente derrota no 2º turno da eleição presidencial, os transtornos se tornaram endêmicos, a tal ponto que estudos devam ser desencadeados nas instâncias devidas para que haja a decretação e o anúncio formal da endemia que aflige os petistas e seus correligionários.

[6]

No Canadá, o primeiro-ministro Justin Trudeau adotou, no primeiro trimestre deste ano de 2022, várias medidas restritivas à liberdade no contexto da pandemia do coronavírus que contrariaram uma expressiva parcela de cidadãos canadenses. Então, uma série de protestos foram iniciados pelos caminheiros e se estendeu para várias camadas da população. A situação se tornou grave, devendo ser enfocada pelo conflito daqueles que não abrem mão da liberdade contra os que concordam com limitações resultantes da anormalidade pandêmica.

Uma consequência desse estado de coisas naquele país democrático desenvolvido foi a queda do primeiro-ministro Trudeau. Então, os canadenses tiveram que escolher em 2022 um novo chefe de governo.

Em síntese, neste Natal, à luz dos vaticínios formulados, cumpre assinalar que o mundo e o Brasil vivenciaram em 2022 uma evolução que contempla a preservação da paz e da harmonia, a esperança e o otimismo. 

 

Em síntese, neste Natal, à luz dos vaticínios formulados, cumpre assinalar que o mundo e o Brasil vivenciaram em 2022 uma evolução que contempla a preservação da paz e da harmonia, a esperança e o otimismo. 

A seleção brasileira de futebol conquistou o terceiro lugar na Copa do Mundo do Qatar. A pandemia e a endemia do Covid tiveram seu término anunciado oficialmente pela OMS. A crise ucraniana, que tinha o potencial de mergulhar o mundo na maior crise pós-2ª Guerra Mundial, foi superada sem grandes perdas para a Rússia e para o Ocidente. O presidente que representa as crenças e valores primaciais da maioria dos brasileiros reelegeu-se presidente da República, criando perspectiva para que as transformações requeridas pela sociedade brasileira venham a ser concretizadas, bem como potencializadas a partir de 2027 e 2031. E conquanto haja uma endemia associada com os adeptos do petismo e de seus correligionários, há a expectativa de que, no longo prazo, os benefícios oriundos da eliminação da corrupção e da gestão qualificada nos negócios públicos tragam pelo menos o alívio dos efeitos da moléstia que os aflige.

Por último e inequivocamente relevante, para que o exercício da arte da previsão não seja contaminado pela irresponsabilidade da ausência de estudo necessário e suficiente, declaro que a probabilidade de ocorrência dos vaticínios formulados encontra-se na proximidade do patamar de 60%.

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Curiosidades motivadoras


Inscrição na entrada do Oráculo de Delfos: 

“Γνωρίστε τον εαυτό σας” (“Gnoríste ton eaftó sas”)

Nosce te ipsum (ou “Temet nosce”)

“Conhece-te a ti mesmo.”

Declaração da sacerdotisa quando Sócrates visitou o Oráculo de Delfos: 

“Είσαι ο πιο σοφός άνθρωπος στην Ελλάδα” (Eísai o pio sofós ánthropos stin Elláda)

“Sapientissimus es in Graecia.”

“Tu és o homem mais sábio da Grécia.”

Resposta de Sócrates: 

“Ξέρω μόνο ότι δεν ξέρω τίποτα” ("Xéro móno óti den xéro típota”)

“Ipse se nihil scire id unum sciat"

              “Só sei que nada sei!”

Fontes: “Sócrates e o Oráculo de Delfos -  Filosofia Enem” — Blog do ENEM — https://blogdoenem.com.br/socrates-oraculo-delfos-filosofia-enem/— Acesso em 27/01/2022, às 11:05 h.

Google Tradutor — https://translate.google.com.br/?sl=pt&tl=la&text=Tu%20és%20o%20homem%20mais%20sábio%20da%20Grécia.”&op=translate — Acesso em 27/01/2022, às 11:20 h.



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Fonte: Fotos tiradas por ARS e IKSRS – Delfos, Grécia – 14/03/2000.

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Fonte: Fotos encontradas em “Oráculo de Delfos” — Wikipédia – A Enciclopédia Livre — https://pt.wikipedia.org/wiki/Oráculo_de_Delfos — Consulta em 27/01/2022 — Acesso em 27/01/1949, às 11:05 h.

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quinta-feira, 10 de fevereiro de 2022

Relatório da CPI do Covid, sordidez e distopia

Foi entregue ontem, 9 de fevereiro de 2002, para o Tribunal Penal Internacional (TPI) o relatório da CPI do Covid, que investigou a atuação do governo Bolsonaro por ocasião da pandemia de Covid-19 no Brasil.

Foram apontados nove crimes ao presidente Jair Bolsonaro: prevaricação, charlatanismo, epidemia com resultado de morte, infração a medidas sanitárias preventivas, emprego irregular de verba pública, incitação ao crime, falsificação de documentos particulares, crime de responsabilidade e crimes contra a humanidade.

Em relação aos condutores dos trabalhos que resultaram no relatório, basta lembrar que, recentemente, a esposa e irmãos do presidente da CPI, senador Omar Azis, foram presos em Manaus pela Polícia Federal pela acusação do desvio de mais de 100 milhões de reais. Convém lembrar também que o relator da CPI, senador Renan Calheiros, tem quase uma dezena de processos em curso no Supremo Tribunal Federal, em face da acusação por crimes de corrupção, sendo o mais chocante, aquele em que a acusação é a manutenção de filho fora do casamento com recursos de empresas, auferidos em corrupção.

É oportuno recordar ainda que os interrogatórios de mulheres na CPI mostraram exemplos de falta de compostura, autoritarismo e machismo escancarado, caracterizando absoluto desrespeito à figura feminina.

Não é preciso grande esforço para inferir que o relatório da CPI compreende uma peça elaborada com viés político (no que essa abordagem tem de pior), com a tentativa descabida de promoção de cada personagem investigador, com despudor, irresponsabilidade e falta de compromisso com a correção de conduta e com os interesses coletivos.

 

Então, deve ser enfatizado que essa turma vai passar 8 anos tentando prejudicar o Brasil. E aí os adePTos vão confirmar que só há duas alternativas para alcançarem o objetivo da retomada do poder na eleição presidencial de outubro de 2022: urna eletrônica e Adélio — vale dizer: a fraude ou a violência fatal. 

É preciso notar que eles não hesitam em tentar. Atenção redobrada se faz necessário, pois. À medida que o tempo fica mais exíguo, bate o desespero e prevalece o desatino, o surto e a agressão de parte dos celerados oposicionistas do atual governo. A eterna vigilância é o preço da liberdade. 

 

Dúvidas não há. Os adePTos e os formadores de Fake News não hesitam em se associar com caboclo que tem integrantes da família presos por corrupção e com cabra acusado por corrupção para manutenção de filho espúrio. 

E não hesitam em comparar o mandatário brasileiro com gente do porte de Lubanga, Katanga, Ntaganda e Ahmad al-Faqi al Mahdi (este da Al-Qaeda), contumazes criminosos contra os interesses de seus respectivos conterrâneos, que são habitualmente julgados no Tribunal Penal Internacional. Sordidez e distopia melhores não há!

 

São sórdidos e distópicos, falsificam a realidade, conspurcam a democracia, demonizam a paz e a harmonia, surtam e agridem.

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[Divulgado na Folha de São Paulo online de 10/Fev/2022]

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Problemas brasileiros cruciais

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